Roteiro de 03 dias em Lisboa – Agosto de 2016

Três dias em Lisboa nos permitiu conhecer um pouco de uma cultura que aos poucos está se modificando devido à quantidade de imigrantes que o país tem recebido, na sua maioria, brasileiros. A cidade tem várias atrações históricas, parques bem cuidados, museus, restaurantes maravilhosos, vida noturna agitada, bondinho, o legítimo Pastel de Belém, além do famoso Pastel de Bacalhau e lógico muito azulejo pra contar histórias.

1º dia

 Av. Liberdade (a boulevard lisboeta) – Passeio público criado por Marquês de Pombal após a destruição pelo terremoto de 1755, somente as classes burguesas podiam passear por ali, pois era fechado por muros e portões, que foram arrancados quando os liberais assumiram o poder em 1821. O atual boulevard foi construído ao estilo da Champ-Elysees. Local onde se encontram as lojas de grife.

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Praça Marquês de Pombal – Na parte mais alta da Av Liberdade tem um monumento ao Marquês de Pombal que foi um estadista que controlou Portugal de 1750-1777, onde ele está com a mão sobre um leão, que representa poder e os olhos voltados para o bairro Baixa, idealizado por ele. A base do monumento tem figuras que representam as reformas políticas educacionais e agrícolas promovidas por ele, e as figuras em pé representam a m universidade de Coimbra, onde o Marquês incluiu uma nova faculdade de Ciências. As pedras quebradas e as ondas gigantes representam a destruição da cidade pelo terremoto em 1755.

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Parque Eduardo VII – Maior parque do centro de Lisboa tem o nome do rei da Inglaterra que chegou à cidade em 1902 para reforçar a aliança anglo-portuguesa.

Foi planejado pra ser o Parque da Liberdade, uma continuação da Av da Liberdade. As calçadas enfeitadas com mosaicos vão até o Mirante no topo saindo da Praça Marquês de Pombal. No jardim florido dedicado à Amália Rodrigues fica a escultura da Mãe Gorda de Botero. Em dias ensolarados pode se ver até a Serra da Arrábida.

 

Estufa Fria, um pequeno oásis bem no centro de Lisboa, onde palmeiras atravessam o teto de tábuas de bambu, tem uma floresta de samambaias, bananeiras, riachos e quedas-d’água.

Praça dos Restauradores – Esta praça é em homenagem à libertação de Portugal do domínio Espanhol em 1640. Tem um obelisco que leva os nomes e datas das batalhas da restauração.

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Praça do Rossio – estatua de D. Pedro IV (D.Pedro I) – Centro vital de Lisboa há mais de 06 séculos, foi palco de grandes desfiles, touradas e dos hediondos autos de fé. Há uma estátua de D Pedro e na base 4 figuras femininas Justiça, Sabedoria, Força e Moderação. Na calçada lateral tem vários bares ao estilo dos cafés franceses. Local perfeito para uma parada pro almoço.

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Rua do Carmo – à direita após a Praça do Rossio. É uma ladeira com muito comércio. No meio dela tem o Elevador da Justa e no final tem o Armazém do Chiado, pequeno Shopping com lojas e restaurantes. A Loja do Gato Preto tem lindas louças para cozinha.

Elevador de Santa Justa – Elevador do Carmo, estilo neogótico, construído no início do século XX, feito de ferro. Tem-se uma vista de todo o centro de Lisboa. Tem uma passarela que liga a Baixa com o Largo do Carmo. A fila para subir por ele é muito grande. Se não quiser esperar você pode ir à pé ao Largo do Carmo e apreciar a vista pelo terraço do próprio elevador. Bast subir a Rua do Carmo e virar à esquerda e depois à esquerda novamente.

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Igreja do Carmo (restos do terremoto) – Os arcos originais desta igreja nos lembram que ela desabou  durante uma missa soterrando os fiéis presentes, no terremoto de 1755. No que restou dela, funcionam hoje o Museo Arqueológico, com um acervo pequeno e bacana muito interessante, sarcófagos, estátuas, cerâmicas, mosaicos, um túmulo romano e achados do México e da América do Sul.

 

Rua Augusta – pode ser vista do Alto do Arco – Uma agitada rua de pedestres com calçadas em mosaico, rodeada por butiques e cafés. Pode se passar por ela para ir à Praça do Comércio.

Praça do Comércio – Também conhecida como Terreno do Paço, onde funcionou o palácio real por 400 anos. O Palácio e a biblioteca foram destruídos pelo terremoto em 1755. Tem o mais belo portal de entrada de Lisboa. Ali tem o café mais antigo da cidade, o Martinho da Arcada, dentre outros bares. A praça foi palco do assassinato do Rei Carlos e seu filho Luis Felipe e dos primeiros movimentos da Revolução dos Cravos. Mais adiante no cais, sai o passeio de barco pelo Rio Tejo, que sugiro fazer no cair da tarde, o último horário é às 18 horas, para ver o pôr do sol contra a ponte 25 de abril. É lindo!

Para finalizar o dia e relaxar do cansaço da viagem, um cálice de vinho ou uma gelada cerveja de pressão, acompanhada de um saboroso pastel de bacalhau com queijo de ovelha, no Museu da Cerveja, na lateral direita de quem olha o Portal vindo do Cais, é uma boa pedida.

2º dia

 Nada mais turístico do que experimentar um meio de locomoção local, um ônibus elétrico. Só tem que ter paciência e atenção para efetuar o pagamento da passagem. Não tem cobrador, tem uma máquina. Não tem fiscalização para controlar quem paga. É na base honestidade. Embarque na Praça do Comércio com destino ao Bairro de Belém. Preço da passagem 2,85 €.

 

Mosteiro dos Jerônimos, Praça do Império 1400-206, Bairro de Belém – A dica é chegar antes da abertura, pois a fila é grande e vale a pena comprar junto, o ingresso pra Torre de Belém.

Visita das 10:00 às 18:30, última entrada às 18:00

Fechado na 2ª feira

Bilhete individual: 10 €

Bilhetes conjuntos:

Descobertas: Mosteiro dos Jerônimos + Torre de Belém: 12 €

Praça do Império: Mosteiro dos Jerônimos + Torre de Belém + Museu Nacional de Arqueologia: 16 €

Jerônimos: Mosteiro dos Jerônimos + Museu Nacional de Arqueologia: 12 €

Cais da História: Mosteiro dos Jerônimos + Torre de Belém + Museu Nacional de Arqueologia + Museu de Arte Popular + Museu Nacional de Etnologia + Museu dos Coches: 25

 

Bela construção no estilo Manuelino com variação do gótico, possui temas marítimos inspirados na era do descobrimento. Funcionou como sede da Ordem de São Jeronimo até 1834, sobreviveu ao sismo de 1755, mas foi danificado pelas tropas de Napoleão no início do século XIX.
A Igreja de Santa Maria, (entrada free) anexo ao Mosteiro, guarda os restos mortais dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique, Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.

 

Padrão dos Descobrimentos – Monumento em homenagem aos 500 anos da morte do Infante Dom Henrique. A vista do miradouro é bem bonita e pode subir de elevador.

Visita das 10:00 às 19:00, última entrada às 18:30, aberto todos os dias.

Bilhete individual: 4 €

 

Torre de Belém – Um dos ícones de Portugal, obra prima em estilo Manuelino, de pé há mais de 500 anos, já foi forte, prisão, alfândega e farol. Devido aos aterros e alterações do curso das águas do rio, a torre que ficava numa ilha no estuário do Rio Tejo, hoje está situada na sua margem.

 

Visita das 10:00 às 18:30, última entrada às 17:00, fechado na 2ª feira.

Bilhete individual: 6 €

 

Demora desnecessária para esta visita, pois, não possui nenhuma organização no controle da subida para a torre, somente uma sirene que quando apita, você tem que sair para as laterais da escada, que só cabe um sentido por vez, subida ou descida.

 

Palácio da Ajuda – Construção neoclássica da primeira metade do século XIX foi residência oficial da família real portuguesa. Atualmente é o único palácio visitável em Lisboa que ainda conserva, de maneira fiel, a disposição e decoração das salas ao gosto do século XIX. Ricamente decorado para residência do Rei Luis I e a sua esposa a princesa italiana Maria Pia de Savoia. Belíssimo de se ver.

 

Visita das 10:00 às 18:00, última entrada às 17:30 – recomendação aproximada de 1 1/2 hora. Fechado na 4ª feira

Bilhete individual: 5 €

Tem bilhete conjugado para quem quiser visitar o Palácio da Ajuda + Museu dos Coches: 7,5 €

 

Jardim Botânico da Ajuda – Jardins do Palácio da Ajuda, primeiro jardim botânico de Lisboa, criado na gestão do Marques de Pombal em 1768 com estilo italiano e fazia parte de um conjunto onde funcionava um Museu de História Natural e um Gabinete de Física, destinado à educação dos príncipes. O parque tem em torno de 5000 espécies vindas da África, Ásia e América.

 

Visita das 10:00 às 18:00 – entrada no portão da Calçada do Galvão

Visita das 10:00 às 18:00 – entrada no portão da Calçada da Ajuda

Aberto todos os dias. Bilhete individual: 2 €

 

Finalizamos o passeio comprando alguns Pastéis de Belém originais, na Casa dos Pastéis de Belém, na R. Belém 1300, um pouco antes do Mosteiro de São Jerônimo. Deliciosamente crocantes por fora e bem molhadinhos por dentro!

 

Jantar numa casa de Fado para se ouvir o principal estilo de música lisboeta e português. É um estilo que nos remete à nostalgia, saudade, dor…

O restaurante escolhido e muito bem recomendado foi o Faia que fica na Rua da Barroca, 54-56, no Bairro Alto, Fone 351 21 432 6742 – site www.ofaia.com. É necessário reservar com antecedência e você tem que chegar no horário marcado. A comida é muito saborosa. O custo foi aproximadamente de 70 Euros por pessoa, com prato principal, vinho e sobremesa e show.

 

3º dia

 

Miradouro de Santa Luzia – Fica na entrada do Castelo de São Jorge e você tem uma bela vista das ruas do bairro de Alfama, o mais antigo de Lisboa, do rio Tejo, da cúpula do Panteão, da igreja de Santo Estevão e das torres da Igreja de São Vicente, do elevador da Justa.

 

Castelo de São Jorge – A fortificação construída pelos muçulmanos em meados do século XI era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela. Tem uma vista impressionante de toda a cidade baixa, do rio Tejo e de Belém.

Visita das 09:00 às 21:00 – última entrada às 20:30

Bilhete individual: 8,5 € com direito à Câmara Obscura.

 

Câmera Obscura –Fica dentro do Castelo são Jorge. Funciona com um sistema óptico de lentes e espelhos que permite observar minuciosamente a cidade em tempo real, com uma vista de 360º onde podemos visualizar a Praça do Comércio, a Ponte 25 de Julho e seu movimento, as ruas do Bairro de Alfama, o Rio Tejo, e vários outros locais de Lisboa. Aberto todos os dias das 10:00 às 17:00.

 

O retorno para o Bairro da Baixa não poderia ser mais divertida do que no Centenário Bonde Elétrico 28, apesar dos tantos aviso para se ter cuidado com carteiristas (batedores de carteira). Passagem 2,85 €.

 

Almoço no Restaurante A Brasileira, Rua Garret, 120, 1200 Chiado, após tirar algumas fotos com a Estátua de Fernando Pessoa que fica sentado bem em frente. E depois um passeio pela Rua do Carmo, desta vez para comprar uns souvenires e conhecer a famosa Livraria Bertrand, aberta desde 1732.

 

Durante a tarde, um passeio para conhecer o Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações – grande aquário público e instituição de pesquisa sobre Biologia marinha e Oceanografia, mantêm belas exposições.

 

Teleférico do Oceanário de Lisboa, embarque próximo do Oceanário, são 1230 m sobre as margens do rio Tejo até a Torre Vasco da Gama, construída para a Expo 98 com 140 metros de altura, hoje funciona um hotel. A pequena viagem tem uma vista para o Oceanário, a Doca dos Olivais, o Pavilhão de Portugal, o Pavilhão Atlântico, todo o Parque das Nações, a estação do Oriente, as torres S. Gabriel e S. Rafael, a Torre Vasco da Gama e a ponte Vasco da Gama. Funcionamento das 10:30 às 20:00

Bilhete só de ida: 3,90, ida e volta: € 5,90

 

Ponte Vasco da Gama é uma ponte sobre o rio Tejo, que liga Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém, foi Inaugurada em 1998. Considerada a ponte é a mais longa da Europa, sendo atualmente a nona mais extensa de todo o mundo, com os seus 17,3 km de comprimento. O vão do viaduto central é de 420 m e 155 metros de altura.

 

Shopping ou Centro Vasco da Gama, fica na Av. Dom João II 1, 1990-094 Lisboa, na Praça das Nações, considerado o melhor shopping da cidade, com muitas lojas e preços razoáveis.

 

Final do dia perfeito para fazer aquele passeio de barco pelo Rio Tejo ao pôr do sol e jantar no Cais do Sodré, no térreo do Mercado da Ribeira onde funciona uma praça de alimentação com mais de 30 restaurantes com comida típica.

 

Dica: se fizer compras, lembre-se de questionar se a loja é cadastrada no sistema de tax free, para que você possa receber a nota e um formulário que lhe permite reembolso de um percentual do imposto, a ser trocado diretamente nos guichês próprios no aeroporto. Você deve informar no check-in que tem nota pra reembolso, pois, assim o despacho da mala que contem as mercadorias compradas será feito diretamente do guichê do tax free, após a provável vistoria.

 

 

 

 

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