Estremoz e Tomar

Estremoz

Os habitantes da cidade fortificada de Estremoz, na Região de Alentejo, nos receberam com amigáveis sorrisos de bom dia e ficamos encantados com as construções do Século XIII e com a feira de produtos locais abastecida com vários tipos de queijos, azeitonas, produtos de horta e peças de antiquário e o delicioso Bolo da Rainha Isabel, a Rainha Santa.

Torre das Três Coroas – 27 metros de altura, confeccionada com mármore. Século XIII, anexa ao Castelo.

Capela da Rainha Santa – Dizem que aquele local era o aposento da Rainha Isabel, reconhecida como Santa devido aos tantos milagres atribuídos a ela. A construção da Capela foi um pagamento de promessa feita pela Rainha D Luisa de Gusmão, esposa de D. João IV, pela vitória na Batalha das Linhas de Elvas, 1659. Algumas cenas de sua vida estão apresentadas nos painéis de azulejos e quadros no local.

Castelo do Século XIII, hoje funciona uma tradicional e famosa pousada.

Tomar

A cidade seguinte foi Tomar, na província de Ribatejo, fundada em 1157, foi sede dos Cavalheiros Templários em Portugal. A cruz da Ordem de Cristo está estampada em cada canto da cidade histórica. Durante os séculos XII e XIII a Ordem dos Cavalheiros Templários tornou-se tão rica e poderosa na Europa que o Papa Clemente V resolveu eliminá-la. Mas o Rei Diniz de Portugal criou a Ordem de Cristo e transferiu todas as propriedades e privilégios dos templários para esta nova entidade, cuja sede foi construída em Tomar. No século XV o seu grão-mestre, o Príncipe Henrique patrocinou as exploração de novas rotas marítimas com dinheiro desta Ordem, tanto é que o emblema da Ordem de Cristo, a cruz quadrada adornou as velas das caravelas que rasgavam os mares à procura do mundo novo.

Convento de Cristo, antigo Castelo-Convento dos Cavalheiros Templários (1520), mistura dos estilos renascentista, românico, manuelino e gótico. Destaque para a Charola, templo românico dos Templários da segunda metade do Século XII, convertido por D. Manoel em cabeceira da igreja, quando o seu interior passou a funcionar como capela-mor. No Século XVI foi adornada com obras de pintura retabular e mural, estuque, talha e escultura em madeira.

Torre do Relógio e Igreja de São João Batista, construída no Sec. XV. Destaque para o seu portal estilo manuelino. Na praça principal da cidade, que fica enfrente a esta igreja, acontece a Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal que acontece de 4 em 4 anos, no mês de julho, onde meninas de brando carregam pratos e flores sobre a cabeça. Segundo o site http://www.tabuleiros.org/historial/, a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo, movimento de solidariedade cristã que em muitos lugares do reino absorveu as primitivas festas pagãs.

Rua Serpa Pinto, principal rua do comércio.

Museu dos Fósforos, possui um acervo com 43 mil caixas de fósforo de 104 países.

Na praça principal tomamos uma cerveja artesanal muito boa na Taberna Medieval, com arquitetura e decoração temática.

 

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