Galeria

Cruzeiro pelo Caribe

O homem deve ser inventado a cada dia.”

                                                                                                                        (Jean-Paul Sartre)

Fizemos este cruzeiro em março de 2016. Eu já havia feito um cruzeiro antes e achava que não precisava fazer outro, mas a vontade de conhecer o Caribe falou mais alto. O embarque e desembarque foi na cidade de Cartagena, com escala em Curaçao, La Guaira (Venezuela), Aruba e Colón (Panamá).

Escolhemos o navio Monarch da Pulmantur (https://www.pullmantur.com.br/navio/monarch/itinerarios.html) devido ao roteiro atrativo e acessível financeiramente. Os passeios nos locais que o navio atraca podem ser adquiridos dentro do próprio navio ou fora dele, já em terra, mas neste caso é por sua própria conta. E se você optar por fazer  os passeios por própria conta, lembre-se o navio sai na hora marcada, não espera por nenhum passageiro, ele parte sem você.

Ficamos 02 dias em Cartagena, local de embarque no navio e depois, mais 02 dias após o desembarque. Cartagena ou Cartagena de Índias é uma cidade encantadora, com seus casarios coloridos do período colonial, suas ruas estreitas e cheias de vida nos convidam a uma boa caminhada para conhecer a Cidade Amuralhada e sua arquitetura, sua cultura, sua história, sua gastronomia e seus simpáticos moradores… se você quiser conhecer um pouco mais deste passeio, basta clicar aqui.

119-muralha-de-cartagena
Vista noturna de cima da muralha

Embarcamos em 12 de março de 2016, num sábado. E na segunda-feira aportamos na cidade de Willemstad, capital da Ilha de Curaçao.

559 - vista do terminal de cruzeiros.jpg
Navio atracado no Porto de Curaçao

Curaçao

 Território autônomo que faz parte do Reino dos Países Baixos. A língua oficial é o holandês e o papiamento, mas dá pra se virar com o inglês e até mesmo com o português do Brasil, que disseram ter algumas palavras similares ao papiamento. A ilha é conhecida pelos turistas pela sua beleza e por ter algumas regiões consideradas zonas francas livres de impostos. Compramos o passeio no próprio navio, um rápido city tour para apreciarmos a arquitetura local, fortemente influenciada pelos holandeses, com direito a visitação e degustação na fábrica do famoso licor de Curaçao (Destilaria Senior & Co) em Chobolobo Landhuiz, no bairro de Salinas. Visitamos, também, o Sea Aquarium (adquirimos as entradas na bilheteria do Aquário) que possui mais de 400 espécies de animais marinhos e faz incríveis apresentações com leões marinhos e golfinhos. Estes shows têm horários pré-determinados; você pode conferi-los no site http://www.curacao-sea-aquarium.com/en/. Caminhamos pela bela orla da praia de Mambo Beach, que atrai muitos turistas pela paisagem com piscinas naturais e coqueiros, além da ótima infraestrutura dos hotéis. Fizemos um lanche por ali e retornamos com o ônibus da excursão para a área central da cidade, em Otrobanda, que possui muitos prédios coloridos em estilo colonial holandês, totalmente restaurados, e ruas estreitas repletas de lojas de grife. A região é conhecida por Kura Hulanda . A principal rua para compras é a St. Breedestraat, que fica próxima ao Rif Fort, forte construído em 1828 para proteção da cidade, hoje abriga o belíssimo Centro Comercial, Riffort Village. Todas as lojas aceitam cartões de crédito e dólar. Infelizmente os preços não eram muito convidativos. Mas, a feira de rua que fica próxima à ponte, oferece produtos artesanais bem interessantes e com preços justos.

Atravessamos a pé a ponte móvel Bridge Queen Emma, que liga os distritos de Punda e Otrobanda. Esta ponte para pedestres foi construída em 1888, é flutuante e articulada e se abre lateralmente para permitir a passagem de embarcações pela Baia de Santa Anna e é uma atração à parte pela peculiaridade do projeto de engenharia.

O outro lado, no Distrito de Punda, a Baia é margeada por um calçadão que abriga pitorescos bares que oferecem cerveja gelada e gostosa! Nas ruas estreitas, transitam somente pedestres. A região é considerada a maior área de compras de Willemstad e tem uma atmosfera alegre e colorida, que lhe permitirá passar algumas horas divertidas, entre compras e boas fotos. O Forte Nassao, construído em 1796, com 60 metros acima do nível do mar, lhe oferece uma bonita vista do Porto de Curaçao.

A ilha tem muitas outras atrações turísticas, mas o tempo de parada do navio é curto pra conhecer tudo.

Dicas:

As lojas fecham para almoço, entre 12:30 e 14 horas.

O prato típico é ensopado de Iguana, e você pode comê-lo no Jaanchie’s, restaurante que fica um pouco distante no bairro de Westpunt  (devido ao curto espaço de tempo, ficamos sem apreciar esta iguaria).

 

La Guaira, Venezuela

Na terça-feira, atracamos em La Guaira, na Venezuela, compramos no navio o pacote com direito ao city tour pela cidade de Caracas e subida de teleférico até o Parque Warairarepano. Fomos orientados a não nos separarmos do grupo e a levar água e papel higiênico para o passeio, pois, são produtos escassos no país. Conhecemos Caracas, uma cidade decadente, sem nenhum cuidado ou manutenção. Nas ruas avistamos soldados fardados carregando fuzis, prédios pixados e depredados, praças abandonadas, fontes com água enlodada e longas filas para entrega de bônus de alimentos. De acordo com as informações obtidas, no país faltava praticamente tudo, de alimentos a produtos de limpeza. Descemos do teleférico no topo da montanha, Cerro El Avila, onde havia muito comércio ambulante vendendo comida e produtos artesanais, mas o pagamento só podia ser efetuado com cartão de crédito venezuelano e ou moeda local. Apesar da bela vista lá do alto, ainda penso no passeio com uma sensação de tristeza. Ganhamos um imã de geladeira de uma das guias como lembrança do País. Percebemos que os venezuelanos que conhecemos, falavam do seu País com muito amor e acreditavam num futuro melhor, apesar das dificuldades enfrentadas.

 

Aruba

Na quarta-feira, aportamos em Aruba, outra ilha que faz parte do Reino dos Países Baixos, na cidade de Oranjestad. Apesar de ser território autônomo, o Governador da ilha é o representante da monarquia holandesa, mas existe o primeiro ministro, eleito democraticamente pelo Parlamento. A língua oficial falada é o holandês e o papiamento.

Fizemos este passeio por conta própria. Tínhamos a opção de conhecer a ilha ou mergulhar para ver o fundo do oceano no submarino Atlantis, pois não havia tempo suficiente para fazermos os dois. O preço para o passeio de submarino era mais em conta se comprado no navio, 90 dólares, mas na bilheteria da empresa que vendia em terra, o preço era 110 dólares. Mais informações você encontra no site http://www.depalmtours.com/atlantis-submarines-expedition.

Decidimos fazer um tour com um ônibus colorido da empresa Didi’s Tour, que tinha um motorista muito simpático e divertido. Ele nos levou para conhecer um pouco da cidade, enquanto ia contando a história do lugar. Depois fomos até o Park Casibari Rock Formations, formação rochosa natural da ilha, ao Farol Califórnia Lighthouse, no noroeste da ilha, apreciar a maravilhosa vista do mar azul do Caribe e suas areias brancas e conhecemos a Paroquia de Santa Filomena, pitoresca capela no alto de um cerro. Ficamos algumas horas na praia de Palm Beach onde curtimos um delicioso banho de mar nas águas límpidas e incrivelmente azuis do mar caribenho.

O ônibus nos buscou e deixou-nos na área central da cidade, próximo ao porto. Antes do retorno ao navio, almoçamos camarão servido no coco e  tomamos uma cerveja fabricada na ilha, a Balashi, no Restaurante Iguana que fica sobre a loja dos Cristais Swarovisk. Fizemos compras numa feirinha de roupas e artesanato, que ficava em frente ao restaurante e passeamos pelas redondezas.

 

Colon, Panamá

Na sexta-feira, o navio atracou no porto de Colón, no Panamá. Podíamos fazer um passeio pela cidade, fazer compras com isenção de impostos e conhecer as Eclusas de Gatun. Mas, escolhemos conhecer as Eclusas de Miraflores e a cidade do Panamá a 90 km do porto. Assistimos de perto como funciona a passagem dos navios do Oceano Atlântico, através do Mar do Caribe para o Oceano Pacífico e vice-versa, atravessando o Canal do Panamá. A engenharia daquela construção, ao mesmo tempo em que parecia algo simples era incrivelmente engenhosa. São três complexos de eclusas, com duas vias cada, que servem como elevadores de água para subir as embarcações que chegam de um oceano, ao nível da água do Canal do Panamá, que fica 26 metros acima do nível do mar, para depois baixá-las novamente, ao nível do mar do outro lado do canal, onde fica o outro oceano.

A embarcação que vem do Atlântico entra pelo Mar do Caribe no primeiro dique das Eclusas de Gatun (próximo ao Porto Colon), este enche de água para poder elevá-la até os próximos diques (são 03 no total) para ficar no mesmo nível de água do Lago Gatun, a 26 metros acima. A embarcação, então, segue pelo lago até as Eclusas de Pedro Miguel, que já estão no mesmo nível de água. Estas se esvaziam até se igualarem ao nível do Lago Miraflores, que fica a 9,5 metros abaixo do nível anterior, mas ainda a 16,5 metros acima do nível do mar. Através do lago Miraflores, a embarcação navega até as Eclusas de Miraflores, compostas por 02 diques que vão reduzindo o nível da água até a embarcação atingir novamente o nível do mar. Ao sair das Eclusas de Miraflores, a embarcação já se encontra no Oceano Pacífico. Este trajeto pelo Canal do Panamá tem uma extensão de aproximadamente 80 quilômetros e o Canal é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Para maiores informações acerca do Canal do Panamá, você pode contatar a Oficina de Comunicación Corporativa através dos telefones (507)272-7602 ou via e-mail: info@pancanal.com.

Depois desta aula de engenharia, fizermos um tour de ônibus pela cidade do Panamá, passeamos a pé pela região de Casco Antiguo, área histórica com construções do período colonial espanhol do século XVI e XVII, toda revitalizada. O almoço foi no Restaurante Tinajas, Calle 51 Este, Cidade do Panamá. Comida muito boa.

 

No sábado desembarcamos antes do almoço em Cartagena de Índias, onde ficamos por mais dois dias antes de seguirmos para Bogotá. Veja o roteiro que fizemos em Cartagena no post Roteiro de 04 dias em Cartagena de Índias, Colômbia Caribenha.

Um cruzeiro com all free é tudo de bom. São atrações diferentes todas as noites, cassino, bares, boates, piscinas, academia, gincanas, vários tipos de drinks, cerveja, café da manhã, almoço, lanches, jantar de gala com pratos completos e elaborados, com entrada, prato principal e sobremesa e garçom exclusivo todas as noites. E para dormir, o balanço das ondas te nina como um bebê.

 

.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s